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Natal -  1ª. Parte

Introdução

A Igreja nos seus primeiros anos de vida causou uma verdadeira revolução na sociedade contemporânea, e até o final do 1o século se manteve firme no fundamento dos apóstolos, isto é, nas verdades estabelecidas por Cristo.

Após a morte do último apóstolo, a Igreja começou a se afastar daquela linha traçada por seu fundador. Em conseqüência disso, muitas verdades foram perdidas e algumas práticas pagãs foram acrescentadas na vida da Igreja.

Nestes dias o Senhor tem restaurado muitas verdades que haviam se perdido, o Espírito Santo tem soprado tentando trazer a sua casa a planta original, isto é, a andar no fundamento dos apóstolos.

Restauração não é o caminho mais fácil, pois implica em romper com práticas e tradições seculares que estão enraizadas na vida da Igreja, mas que não faziam parte do ensino dos apóstolos.

Muitas destas tiveram sua origem no paganismo e foram introduzidas muitos séculos depois por papas, que já tinham perdido completamente a linha traçada por Jesus.

Alguém definiu restauração da seguinte maneira:

"É manter aquilo que temos que é verdadeiro, buscar aquelas verdades que se perderam e abandonar aquilo que foi agregado."

Dentre muitas tradições que tem chegado até nossos dias , mas que não era pratica dos primeiros cristãos, nem faz parte dos ensinos dos apóstolos, esta a tradição natalina , da qual estudaremos as origens.

 

 

Alguns questionamentos

Era noite. As crianças haviam montado o presépio e aguardavam ansiosamente pela vinda do Papai Noel carregado de presentes. Ao amanhecer do dia 25 de dezembro, encontram uma enorme quantidade de pacotes com brinquedos e doces debaixo de uma cintilante árvore de Natal ! Seus pais lhes disseram que todos aqueles presentes foram trazidos pelo Papai Noel durante a noite enquanto eles dormiam.

Por acaso as crianças duvidaram daquilo que seus pais lhes disseram ? Claro que não ! Creram de fato ! A você não aconteceu o mesmo ?

Poucas pessoas se detém a pensar porque crêem no que crêem, ou porque observam determinados costumes. A maioria de nós aprende a aceitar tudo sem vacilar.

Por que acontece isso ?

Por natureza tendemos a fazer o mesmo que fazem os demais ... Embora estejam errados. Não devemos aceitar esta tendência e sim examinar o que estamos fazendo e para onde estamos indo.

Qual foi a origem do Natal ?

O Natal é realmente a celebração do nascimento de Jesus Cristo ? Jesus nasceu em 25 de dezembro ?

Os apóstolos que conheceram Jesus e foram pessoalmente instruídos por Ele, celebravam seu aniversário em 25 de dezembro ? Se o Natal é a festa mais importante do cristianismo, porque tantas pessoas que não são cristãs a comemoram ?

Por que é a época de trocar presentes com parentes e amigos? Tem este costume sua origem nos magos que presentearam Jesus ? As respostas podem nos surpreender.

A maioria das pessoas supõem muitas coisas a respeito do Natal ... coisas que realmente não são certas, não fiquemos nas suposições, busquemos os fatos.

 

 

O que dizem as Enciclopédias

A festa do Natal teve sua origem na Igreja Católica Romana e desta se estendeu ao protestantismo e ao resto do mundo.

Em que se inspirou a Igreja Católica ? Não foi nos ensinamentos do Novo Testamento. Não foi na Bíblia e nem nos apóstolos que foram instruídos pessoalmente por Jesus. O Natal se introduziu na Igreja durante o século IV proveniente do paganismo.

Sendo que a celebração do Natal foi introduzida no mundo pela Igreja Católica e não tem outra autoridade senão ela mesma, vejamos o que diz a respeito a Enciclopédia Católica ( edição de 1911 ):

"A festa do Natal não estava incluída entre as primeiras festividades da Igreja ... os primeiros indícios dela são provenientes do Egito ... os costumes pagãos relacionados ao inicio do ano se concentram na festa do Natal".

Na mesma enciclopédia encontramos que Orígenes, um dos chamados pais da Igreja, reconheceu a seguinte verdade : " ... não vemos nas Escrituras alguém que haja celebrado uma festa ou um grande banquete no dia do seu natalício. Somente os pecadores (como Faraó e Herodes) celebraram com grande regozijo o dia em que nasceram nesse mundo".

A Enciclopédia Britânica (edição de 1946) diz : " O Natal não constava entre as antigas festividades da Igreja ... Não foi instituída por Jesus Cristo nem pelos apóstolos, nem pela autoridade bíblica. Foi tomada mais tarde do paganismo".

A Enciclopédia Americana (edição de 1944) diz : " O Natal de acordo com muitas autoridades, não se celebrou nos primeiros séculos da Igreja Cristã. O costume do cristianismo não era celebrar o nascimento de Jesus Cristo , mas sua morte . ( A comunhão instituída por Jesus no Novo Testamento é uma comemoração da Sua morte ).

Em memória do nascimento de Cristo se instituiu uma festa no século IV. No século V , a Igreja Oriental deu ordem de que fosse celebrada para sempre, e no mesmo dia da antiga festividade romana em honra ao nascimento do deus Sol , já que não se conhecia a data exata do nascimento de Cristo".

Tomemos nota deste fato importante. Estas autoridades históricas demostram que durante os três primeiros séculos da nossa era, os cristãos não celebraram o Natal. Esta festa foi introduzida na Igreja Romana no século IV e, somente no século V, estabelecida oficialmente como festa cristã.

 

 

Jesus não nasceu em 25 de dezembro?

Jesus Cristo nem sequer nasceu na época do ano em que se comemora o Natal! Quando Ele nasceu "havia pastores no campo que velavam e guardavam seus rebanhos durante a vigília da noite" (Lucas 2:8) . Isto jamais pode acontecer na Judéia no mês de dezembro . Os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados de outubro e os guardavam para os proteger do inverno que se aproximava , tempo frio e de muitas chuvas. A Bíblia prova em Lamentações 2:1 e Ésdras 10:9,13 , que o inverno era época de chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos a noite no campo.

" Era um antigo costume dos judeus daqueles tempos levar seus rebanhos aos campos e desertos nas proximidades da Páscoa ( em princípios da primavera ) e trazê-los de volta para casa ao começarem as primeiras chuvas". ( Adam Clark Commentary , vol. 5, pag 370).

É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para época de frio e chuvas (Lucas 2:1).

Qualquer enciclopédia ou outra autoridade pode confirmar o fato de que Cristo não nasceu em 25 de dezembro. A enciclopédia católica o disse claramente.

A data exata do nascimento de Jesus Cristo é desconhecida. Isto é reconhecido por todas as autoridades. Se fosse a vontade de Deus que guardássemos e celebrássemos o nascimento de Jesus Cristo , Ele não haveria ocultado esta data.

 

 

Como esta festa se introduziu na Igreja

The New Shaff-Herzog Enciclopedia of Reliious Knowkwdge (A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso de Schaff-Herzog) explica claramente em seu artigo sobre o Natal : " Não se pode determinar com precisão até que ponto a data desta festividade teve sua origem na paga Brumália ( 25 de dezembro ) , que seguiu a Saturnália ( 17 a 24 de dezembro ) e comemora o dia mais curto do ano e o nascimento do deus sol. As festividades pagãs de Saturnália a Brumália estava demasiadamente arraigadas aos costumes populares para serem suprimidas pela influencia crista. Estas festas agradavam tanto que os cristãos viram com simpatia uma desculpa para continuar celebrando-as sem maiores mudanças no espírito e na forma de sua observância. Pregadores cristãos do ocidente e do oriente próximo protestaram contra a frivolidade indecorosa com que se celebrava o nascimento de Cristo, enquanto os cristãos da Mesopotamia acusavam os seus irmãos orientais de idolatria e culto ao sol por aceitar como cristã essa festividade pagã".

Recordemos que o mundo romano havia sido pagão . Antes do século IV os cristãos eram poucos, embora estivessem aumentando em número, e eram perseguidos pelo governo e pelos pagãos. Porém com a vinda do governador Constantino no século IV , que se declarou cristão, elevando o cristianismo a um nível de igualdade com paganismo, o mundo romano passou a aceitar este cristianismo popularizado e os novos adeptos apareceram a centenas de milhares.

Tenhamos em conta que esta gente tenha sido educada nos costume pagãos, sendo o principal aquela festa idólatra de 25 de dezembro. Era uma festa de alegria muito especial. Agradava o povo! Não queriam suprimi-la.

Dessa maneira Constantino institucionalizou a Igreja Cristã, colocando o cristianismo como religião oficial.

Neste processo a Igreja se "paganizou" e o mundo se "cristianizou".

O sistema aceitou a moral cristã e legislou de acordo com ela a família, o dia do repouso, os deveres religiosos, a moral sexual, etc. Porém não renunciou aos valores fundamentais do humanismo: a ambição do poder, o amor ao dinheiro e a vangloria da vida.

Ao mesmo tempo a Igreja seduzida pela tentação de Satanás, sucumbiu por ambicionar o poder oferecido pelo Império Romano e as riquezas que este colocava a sua frente.

Brox N; em seu livro História da Igreja Primitiva (Herder 1986, pag 101,102)

faz o seguinte comentário:

"A Igreja desfrutava de uma reputação pública. E isto era algo que qualquer um podia perceber; nas cidades surgiam edifícios de culto (templos) financiados pelo imperador Constantino. A partir do ano 321 o domingo se converteu para toda a sociedade em dia de descanso e culto. A ajuda financeira estatal fez possível numerosas atividades no sentido social e caritativo.

Os bispos, que agora representavam a nova religião imperial, obtiveram o status de funcionários, com os respectivos privilégios..."

O mesmo autor ressalta que lhes foram outorgados poderes, honras, direitos e regalias a trono, vestimentas e insígnias que ressaltavam sua posição. Com tais atributos os bispos passaram de servidores pobres a dignatários ricos.

A visão dos cristãos se focalizou mais na cultura e perdeu a centralidade exclusiva em Jesus Cristo.

É importante ressaltar que nesse período o cristianismo perdeu sua identidade e ordem de valores. O povo em massa agora "cristianizado" não deixou o paganismo, bem como seus costumes, cultura e objetos de culto e entre eles a comemoração do natal.

O artigo já citado da Shaff-Herzog Enciclopedia of Reliious Knowkwdge explica como o reconhecimento do dia de domingo por parte de Constantino, dia em que antes os pagãos adoravam o sol, e como a influência do maniqueísmo, que identificava o Filho de Deus com o sol, deram motivos aos pagãos do século IV, agora convertidos em massa ao cristianismo, para adaptar à sua festa do dia 25 de dezembro (dia do nascimento do deus sol), dando título de dia do nascimento do Filho de Deus.

O que se comemora hoje no dia 25 de dezembro é então o culto ao "deus sol", só que de uma maneira camuflada, adaptada. É ainda hoje herança que o paganismo trouxe para dentro do cristianismo.

Pior do que não fazer aquilo Deus manda é fazer aquilo que Ele não mandou fazer.

Foi assim que o Natal se introduziu no nosso mundo ocidental! Ainda que tenha outro nome, continua sendo em espírito a festa pagã de culto ao deus sol. Apenas mudou o nome. Podemos chamar de leão a uma lebre, mas nem por isso ela deixa de ser lebre. A Enciclopédia Britânica diz : "A partir do ano de 354 alguns latinos puderam mudar de 6 de janeiro para 25 de dezembro a festa que até então era chamada de Mitráica , o aniversário do invencível sol... os sírios e os armênios, apegando-se a data de 6 de janeiro acusavam os romanos de idólatras e adoradores do sol, sustentando que a festa de 25 de dezembro havia sido sustentada pelos discípulos de Corinto".

 

 

Informações no site da Reforma, e em outros ...

Ilustrações encontradas em sites católicos, bibliotecas, sites de turismo e site da Reforma

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