Make your own free website on Tripod.com

A ORAÇÃO E A SOBERANIA DE DEUS

Ricardo Barbosa de Souza

 

 

Jesus, explicando a importância da oração, afirmou o seguinte: “Não vos assemelheis, pois, a eles [referindo-se aos gentios que presumiam que, pelo muito falar, seriam ouvidos]; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade antes que lho peçais” (Mateus 6.8). Essa afirmação de Jesus sempre me intrigou muito. Se Deus sabe o que preciso, se conhece todas as minhas necessidades, por que então devo orar? Qual a finalidade da oração se Deus, antes mesmo que eu lhe apresente qualquer pedido, já sabe o que de fato necessito?

Acredito que, para entender melhor o que Jesus está dizendo, devemos mudar primeiro nosso conceito e percepção da oração. Para muitos, a oração é um instrumento que Deus coloca à nossa disposição para fazermos as coisas acontecerem. Estas coisas podem ser desde grandes milagres até uma forcinha para passar na prova (o que, em alguns casos, não deixa de ser milagre). A imagem que temos é a de que Deus fica dando sopa por aí com seu poder, e a oração é o recurso de que dispomos para ativar essa inesgotável fonte de bênçãos. Precisamos aprender a tirar o máximo de Deus e usufruir daquilo que Ele pode nos dar. Para isso, oramos, insistimos, suplicamos, jejuamos para fazer com que Deus saiba o que queremos e seja, de certa forma, convencido a fazer o que julgamos correto.

Diante dessa imagem, ouvimos Jesus afirmar: “Eu conheço as necessidades de vocês antes mesmo que supliquem por elas.” Se Ele sabe, por que então devo suplicar? Por que Ele não resolve de vez me dar aquilo de que necessito sem que eu tenha que pedir? Será que Deus e um desses pais sádicos que não soltam a grana enquanto não vêem seus filhos humilhados e convencidos do seu grande poder?

 

Relacionamento Pessoal

O que um pai mais gostaria de ouvir de seus filhos? Eu tenho dois. Para mim – embora eu seja bastante limitado em minhas percepções -, não é muito difícil saber o que eles necessitam. Principalmente, quando se trata de coisas materiais. Como pai, não lhes nego tudo aquilo que é possível e que julgo necessário para o seu desenvolvimento físico, mental, social, e espiritual. No entanto, o que eu mais gostaria de ver neles – e estou certo de que é também o que eles mais procuram em mim, embora nem sempre demonstremos isto – é uma relação pessoal de amizade, amor, respeito e aceitação. Se nós, que somos pais, sabemos do que nossos filhos necessitam e temos o maior prazer em atender, nosso Pai celeste com toda a certeza também sabe o que precisamos, o que é melhor para nós, e tem muito mais prazer em responder aos anseios dos seus filhos.